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Boné, fazendo a cabeça das mulheres

Pelo menos no LOOKBOOK.

Estive dando uma olhada no LookBook hoje com uma ideia de post, mas acabei notando uma forte tendência de looks com bonés entre as girls do mundo inteiro. O que, na verdade, já vinha notando há algum tempo. Inicialmente pensei que não ia colar, mas percebi o contrário. Então resolvi fazer um amontoado com 10 exemplos para as meninas que quiserem embarcar nessa moda, que literalmente fez a cabeça das mulheres nos anos 90. E aî? Será que cola? Vamos aos looks via LOOKBOOK, inspire-se!

look boné 1

look boné 6

look boné 7

look boné 8

look boné 10

look com boné 3

look com boné 4

look com boné 5

look com boné 11

Já perceberam que dá pra encarar essa moda em diversas configurações de estilo, certo? Desde o estilo mais street até o mais girlie, o boné está presente firme e forte. Espero que tenham gostado do post e me avisem se resolverem mergulhar nessa tendência. Tiau&Miau:3

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Evgen Bavcar, o fotógrafo cego

Quando “ver” está muito além de enxergar… Evgen Bavcar. Não era pra ter rimado.

Evgen Bavcar

Evgen Bavcar

Evgen Bavcar nasceu em uma cidade da Eslovênia em 1946 e ainda criança sofreu dois acidentes que lhe roubaram a visão. No entanto ele é um conhecido fotógrafo com obras exibidas por toda parte do mundo. Contraditório?

Eu me surpreendi ao assistir ao documentário “Janela da alma” numa das minhas aulas da faculdade e desde então tento arrumar um tempo para falar sobre esse homem excepcional aqui no blog.

“Fiquei cego em consequência de dois acidentes. Sou inválido de guerra. Primeiro, um acidente atingiu o olho esquerdo. Depois, um detonador de minas atingiu o olho direito. Sou realmente uma vítima de guerra, posterior à guerra.”

Cerca de quatro anos depois dos acidentes, Evgen teve seu primeiro contato com uma câmera fotográfica e pode perceber que sua deficiencia não o tornava ineficiente. O que mais me impressiona em Evgen, além da sua qualidade brilhante como fotógrafo, é a sua sensibilidade e o fato de ele falar sobre os motivos pelos quais fotografa e o que fotografa.

“Isso é muito importante. Não devemos falar a língua dos outros, nem utilizar o olhar dos outros, porque, nesse caso existimos através do outro. É preciso tentar existir por si mesmo.”

Evgen fala no documentário sobre como ele parecia fotografar o invisível mostrando uma foto que tirou de sua sobrinha tempos atrás num campo, ele disse que pediu para que ela corresse e balançasse um sininho para ele poder saber onde ela estava. Eis sua fotografia do invisível:

eugen bavcar sobrinha foto campo

Selecionei umas fotografias que mais gostei da exposiçao “The mirror of dreams” para mostrar para vocês o trabalho desse homem que enxerga com a alma.

Ljubljana with the dragon

Ljubljana with the dragon

Michelangelo's Moses with autograph

Michelangelo’s Moses with autograph

Portrait with hands

Portrait with hands

The door of Fuzine

The door of Fuzine

Véronique and the duck

Véronique and the duck

Two Nudes

Two Nudes

Fascinante, não? Abaixo disponibilizo a participação de Evgen no documentário “Janela da Alma”. O documentário completo está disponível no YouTube e eu indico.

Super espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. Gosto de me surpreender e coisas desse tipo me fascinam. Tiau&Miau :3

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Flashback de um adeus

the end despedida fim adeus

Daquela vez, aquela em que você foi embora, a última vez que nos vimos, a última vez que eu chorei e a vez que eu prometi que não ia mais me deixar levar.  Eu fechei a porta quando cheguei em casa, quer dizer, eu bati a porta. Gosto de dramatizar. Sou um tanto teatral. Posso sentir o tremor daquele dia agora. O tremor da parede, das tuas palavras, do meu cérebro, das minhas mãos, dos teus lábios, do meu corpo.

Eu toquei piano na mesa daquele café, um evidente nervosismo tomando conta de mim e da minha respiração. O frio lá fora e aqui dentro. Precisamos conversar, você disse antes de desligar o telefone. Precisamos conversar, eu repeti tentando encontrar um outro significado para sua frase. Um significado que não me atormentasse. Não gosto de avisos. Definitivamente.

Você cruzou a porta e eu prendi a respiração. Como na primeira vez em que nos vimos, mas dessa vez – só dessa vez – em vez de um sorriso colossal eu tinha um nó na garganta. Sofrendo por antecipação, mais uma vez – só dessa vez. Eu tentei libertar um sorriso lutando contra o medo que me sufocava, porque eu tinha certeza do que viria a seguir. Você me viu. Eu te olhei. Você me olhou. E eu fechei os olhos. Talvez pudesse me teletransportar. Caminhou na minha direção e desalinhou os cabelos loiros. Olá. Oi. Sentou. Parecíamos desconhecidos, não? E no final daquela conversa eu não me despedi com um beijo. Nada de beijos. Nada de abraços nem apertos de mãos. Até um aperto de mãos era arriscado, talvez o toque da pele me fizesse trazê-lo para perto – perto demais – e arruinar aquela conversa (que eu gostaria de arruinar) e a nossa decisão.

Eu caminhei em câmera lenta até a saída e atravessei a rua sem olhar para trás. Tive medo de encontrar teu olhar mais uma vez – só dessa vez – e desabar. Eu vivo desabando. Imaginei você caminhando atrás de mim, dessa vez na direção contrária, e vi um abismo crescendo entre nós. Eu não voltaria. Você não voltaria. Estávamos partindo. Partindo para longe um do outro. Partindo um ao outro. Eu bati a porta pra sempre naquele dia e fiquei sentada no escuro. Eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro. É só que… Sabe? Não se põe reticências onde só cabe um ponto final. Então tchau, mon amour, au revoir.

 

– Elba Cynthia

*você pode copiar, mas dê os devidos créditos em seu blog e avise.